Prazer em se exercitar interfere nos
resultados do treino

Alimentação
desequilibrada e pouca endorfina explicam desmotivação para treinar
A
ciência só vem confirmar o que todos desconfiam: fazer algo sem prazer, não
surte bons resultados. E isso vale também para os exercícios físicos: um estudo
realizado pela Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, comprovou que as
mulheres que avaliam sua rotina de exercícios como sofrida, acumulavam mais
quilos em um período de um ano, quando comparadas àquelas que não consideravam
o treino um sofrimento. Mas por que muitas vezes a prática de exercícios é
encarada como algo penoso?
Se
você fizer um exercício que gosta, as chances de ficar "viciada" e
não querer parar mais de se exercitar são bem grandes. Entretanto, há um
complexo processo por trás do nosso metabolismo que pode fazer uma pessoa
sentir frustração com a rotina dos treinos. O sofrimento de muita gente com a
atividade física pode ser explicado pela sensação de praticar os exercícios e,
ao mesmo tempo, não ver uma diminuição do peso.
Resultados
no prato
Quando
alguém começa a praticar uma atividade física, passa a sentir uma maior
necessidade de comer, devido ao maior gasto energético. O problema é que muitas
pessoas não calculam bem esse equilíbrio, pois não sabem direito o quão
calóricos são os alimentos que ingere, ou superestimam a quantidade de calorias
que o exercício físico queimou. "Para quem não é atleta, ou seja, que não
ultrapassa uma média de uma hora e meia de exercícios físicos por dia,
dificilmente vai gastar mais que 800 calorias com o treino em um dia", diz
o fisiologista do exercício da Unifesp Paulo Correia.
E
essa quantidade não é muito difícil de ser reposta com a alimentação: uma
escapadinha com uma sobremesa aqui e um petisco acolá são capazes de dar conta
de repor e até extrapolar o que você suou para perder. "Para quem quer
emagrecer, o maior segredo, não está somente nos exercícios (que, claro são
fundamentais para a boa saúde), pois a alimentação correta é muito mais eficiente
em não colocar calorias e gorduras para dentro da sua "máquina", do
que tentar gastá-las em vão", explica Paulo. Uma boa dica para quem faz
exercício é deixar a refeição para o pós-treino, quando o fígado libera a
substância glucagon, que facilita a queima das gorduras que você vai ingerir.
Esse processo não acontece antes do esforço intenso, ou seja, não é uma boa
apostar nas refeições pesadas e guloseimas antes do exercício físico.
Sofra
menos
Outra
pesquisa, também da Universidade de Vermont, comprovou que a boa fama das
endorfinas, substâncias por trás da super disposição que dá as caras logo
depois da prática esportiva, dura mais do que alguns minutos, como se pensava
até pouco tempo atrás. Os pesquisadores observaram que a euforia saudável proporcionada
por essas moléculas despejadas no cérebro durante a atividade física perdura
por até 12 horas, garantindo a disposição.
Ou
seja, não é mito, nem algo inalcançável gostar tanto da atividade física a
ponto de fazer dela um hobby - e não só uma obrigação com sua dieta e saúde.
Entretanto, quem começou a se exercitar agora, não irá sentir esse efeito de
imediato? A maioria das pessoas começa a sentir prazer com o exercício em
alguns meses de treinamento, mas isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com
a personal trainer Paula Loiola.
Se
você não vê a hora de encarar a rotina de exercícios como uma diversão, deve
pensar bem antes de escolher sua atividade e, além de checar sua saúde, pode
optar por fazer também uma avaliação com um profissional de educação física.
Quem quer tomar gosto pelos exercícios deve observar qual é seu tipo de perfil
e escolher a modalidade que tem a ver com a personalidade.
Há
pessoas que não gostam das academias cheias, preferindo atividades em casa ou
ao ar livre, há aqueles que preferem exercitar o corpo e a mente ao mesmo tempo
(e escolhem práticas como Tai Chi ou Yoga). "Mas seja qual for a sua
escolha, a musculação não deve ser deixada de lado, pois é uma base para
fortalecer a musculatura, o que é importante e qualquer atividade física",
diz Paula Loiola.
Por Ana Maria Madeira
FONTE:
Portal da Educação Física
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